Sara nunca deu a mínima para o Império, assim como nunca confiou na República que veio antes dele. No fim, é tudo uma disputa de poderosos onde os pequenos são moídos até virarem poeira espacial. Cresceu no cu do universo, onde a única lei era a de quem segurava o blaster com mais firmeza.
Quando o Império se espalhou que nem um câncer pela galáxia e suas tropas desembarcaram no planeta dela, Sara viu uma janela de saída. Alistou-se. Subiu rápido. Acabou nos Storm Commandos — elite das forças especiais. Treinamento brutal. Missões suicidas. Um punhado de mortes que não valeram nada. Mas ela sabia que era só uma peça descartável no tabuleiro de alguém. Um peão que se recusou a ser sacrificado.
A gota d’água veio em Ubrikkia
UbrikkiaAbrir página. Mandaram a unidade dela explodir um complexo separatista — tudo bem, até ela perceber que era carne para o abate. Então desertou. Matou quem precisava ser morto. Roubou uma nave e sumiu como fumaça.
Desde então, Sara — ou seja lá qual nome esteja usando esta semana, porque Sara é o caralho — vende sua perícia para quem pagar melhor. Trabalhou para sindicatos criminosos, rebeldes, cartéis. Nunca jurou lealdade a ninguém. Até encontrar Dora
Dora ParvanaAbrir página.
Na imundície da galáxia, uma parceria estável é um luxo. Mas Sara não se ilude. O Império ensinou a ela uma coisa: ninguém sai ileso desse jogo. Mais cedo ou mais tarde, as contas chegam. E quando vierem cobrá-la, que venham armados até os dentes — porque ela vai cair atirando.













