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Mr. Chocolate
“Garrett, o Velho Leão de Ellys”
Você sabe… tem gente que a galáxia não consegue apagar, por mais que tente. Garrett é um desses. Um velho leão de alma feroz e olhar cansado, que carrega mais cicatrizes do que qualquer monumento de guerra já viu. E olha, eu conheço esse homem melhor do que qualquer general que já tentou comandá-lo.
Nos conhecemos na faculdade, nos bons tempos – antes do mundo virar esse caos de burocracia, blasters e políticos podres. Eu era o cara das festas, das ideias mirabolantes, já vislumbrando o domínio que eu acabaria construindo no mundo do entretenimento. E Garrett? Garrett queria viver tudo. Fez amizades com contrabandistas em Nar Shaddaa, namorou uma senadora de Onderon (que ele nunca me deixou conhecer, o safado) e quase morreu afogado numa rave flutuante em Naboo. Esse homem viveu muito antes de sequer vestir o uniforme da República.
Mas quando a guerra veio, ele não correu. Garrett se alistou com um brilho nos olhos e um senso de dever que beirava a loucura. Lembro dele me dizendo: “Se eu não lutar por essa galáxia, quem vai?” E lá foi ele, fuzil em punho e coragem no peito.
Batalha de Geonosis, ele estava lá, um dos primeiros a pisar na areia vermelha daquele inferno.
Umbara, onde a morte vinha pelas sombras e até os clones tremiam — Garrett liderou um pelotão inteiro sem perder um só homem.
E Mygeeto… ah, em Mygeeto ele quase perdeu a perna, mas ganhou a terceira medalha do Senado. Dizem que enfrentou um tanque separatista sozinho, com uma mochila de explosivos e um sorriso teimoso no rosto.
Foi condecorado três vezes pelo Senado da República. Três. E nunca usou nenhuma dessas medalhas como desculpa pra bancar o herói. Ele sempre dizia que eram “presentinhos para quando os burócratas quisessem fingir que se importavam”.
Mas quando o Império nasceu… ele saiu. Não pediu licença. Não fez discurso. Só pegou sua mochila, olhou aquele novo símbolo fascista no alto do quartel e foi embora. Voltou pra Ellys, sua cidade natal, como um guerreiro ferido retorna ao lar. E desde então, tem feito o que sabe de melhor: lutar.
Lutar por sua cidade. Pelas pessoas. Pela memória do que a galáxia deveria ser.
Agora, com mais de 90 anos, os ossos não acompanham mais o espírito, mas o fogo nos olhos? Continua lá. E mesmo nos dias em que a tosse arranca mais dele do que qualquer batalha já tirou, Garrett ainda trama, ainda sonha, ainda desafia o Império – com as últimas forças que tem.
Ele nunca foi um símbolo. Nunca quis ser. Mas pra mim?
Garrett é um símbolo de resistência. Ele é a chama teimosa que se recusa a apagar, mesmo quando tudo ao redor já virou escuridão.
E quando ele se for – e eu odeio admitir que esse dia está perto – vai deixar um vácuo que nem mil canhões iônicos seriam capazes de preencher.
Velho teimoso. Herói silencioso. Meu amigo.













