Garrett

Vi muita coisa mudar nessa galáxia. Já fui estudante, quase contrabandista, soldado da República e, hoje em dia, só um velho tentando manter acesa uma chama que teima em não apagar. Lutei em guerras que muitos já esqueceram, levei alguns tiros, ganhei umas medalhas que não fazem diferença nenhuma hoje. Quando o Império surgiu, eu fui embora. Não nasci pra bater continência pra tirano. Agora vivo por aqui mesmo, ajudando como posso. A galáxia já me cobrou caro, mas ainda tô de pé. Enquanto der pra respirar, vou continuar lutando pelo que acredito – mesmo que seja só com palavras, ou com esse olhar que ainda assusta oficial novo demais

Afiliações

Resistente Independente

Origem

Ellys

Status

Vivo

ENTRADA NO ARQUIVO POR:
Mr. Chocolate

“Garrett, o Velho Leão de Ellys”

Você sabe… tem gente que a galáxia não consegue apagar, por mais que tente. Garrett é um desses. Um velho leão de alma feroz e olhar cansado, que carrega mais cicatrizes do que qualquer monumento de guerra já viu. E olha, eu conheço esse homem melhor do que qualquer general que já tentou comandá-lo.

Nos conhecemos na faculdade, nos bons tempos – antes do mundo virar esse caos de burocracia, blasters e políticos podres. Eu era o cara das festas, das ideias mirabolantes, já vislumbrando o domínio que eu acabaria construindo no mundo do entretenimento. E Garrett? Garrett queria viver tudo. Fez amizades com contrabandistas em Nar Shaddaa, namorou uma senadora de Onderon (que ele nunca me deixou conhecer, o safado) e quase morreu afogado numa rave flutuante em Naboo. Esse homem viveu muito antes de sequer vestir o uniforme da República.
Mas quando a guerra veio, ele não correu. Garrett se alistou com um brilho nos olhos e um senso de dever que beirava a loucura. Lembro dele me dizendo: “Se eu não lutar por essa galáxia, quem vai?” E lá foi ele, fuzil em punho e coragem no peito.

Batalha de Geonosis, ele estava lá, um dos primeiros a pisar na areia vermelha daquele inferno.
Umbara, onde a morte vinha pelas sombras e até os clones tremiam — Garrett liderou um pelotão inteiro sem perder um só homem.
E Mygeeto… ah, em Mygeeto ele quase perdeu a perna, mas ganhou a terceira medalha do Senado. Dizem que enfrentou um tanque separatista sozinho, com uma mochila de explosivos e um sorriso teimoso no rosto.

Foi condecorado três vezes pelo Senado da República. Três. E nunca usou nenhuma dessas medalhas como desculpa pra bancar o herói. Ele sempre dizia que eram “presentinhos para quando os burócratas quisessem fingir que se importavam”.

Mas quando o Império nasceu… ele saiu. Não pediu licença. Não fez discurso. Só pegou sua mochila, olhou aquele novo símbolo fascista no alto do quartel e foi embora. Voltou pra Ellys, sua cidade natal, como um guerreiro ferido retorna ao lar. E desde então, tem feito o que sabe de melhor: lutar.
Lutar por sua cidade. Pelas pessoas. Pela memória do que a galáxia deveria ser.

Agora, com mais de 90 anos, os ossos não acompanham mais o espírito, mas o fogo nos olhos? Continua lá. E mesmo nos dias em que a tosse arranca mais dele do que qualquer batalha já tirou, Garrett ainda trama, ainda sonha, ainda desafia o Império – com as últimas forças que tem.

Ele nunca foi um símbolo. Nunca quis ser. Mas pra mim?
Garrett é um símbolo de resistência. Ele é a chama teimosa que se recusa a apagar, mesmo quando tudo ao redor já virou escuridão.
E quando ele se for – e eu odeio admitir que esse dia está perto – vai deixar um vácuo que nem mil canhões iônicos seriam capazes de preencher.
Velho teimoso. Herói silencioso. Meu amigo.

Outros Personagens (NPCs)