Tem gente que chama eles de sindicato. Outros, de cartel. Eu chamo de inevitáveis.
Os Pyke não vêm com tanques ou cruzadores. Eles chegam com contratos. Ninguém levanta a voz, ninguém saca o blaster. Eles só… tomam. Uma rota aqui, uma refinaria ali, e quando você pisca, tá trabalhando pra eles sem nem perceber.
Eles são de Oba Diah, um lugar que fede a especiaria e pretensão. Se você nunca ouviu falar, parabéns. Quer dizer que ainda tem alguma inocência. Mas, se vive no rastro sujo do Império — aqui onde o holonet falha, onde a lei não chega — você já esbarrou com um deles. Mesmo que não tenha percebido.
Eles são frios, formais. Falam como se cada palavra custasse créditos. E talvez custe. Os Pyke vendem vício. Vendem obediência. Vendem silêncio. Mas nunca perdem. Se você acha que enganou um Pyke, é porque ele quis que você pensasse isso. Até não ser mais útil.
E o Império? Tá aí, todo engravatado e cheio de emblemas brilhando, fazendo vista grossa. Enquanto o Senado cospe promessas e o ISB tortura agricultores por sussurros de rebelião, os Pyke fazem negócio. Estão na frente, atrás e dentro do jogo — tudo ao mesmo tempo.
Quer saber como acabar com os Pyke? Também quero. Mas primeiro, vamos descobrir como sair da dívida com eles. Spoiler: não dá.
Eles não gritam. Eles não correm. Eles só te olham, anotam alguma coisa, e somem.
E no dia seguinte, você acorda com metade da tripulação evaporada e um aviso gravado:
“Última chance.”



