Laedriz

Engenheira introspectiva, Laedriz cresceu em um mundo primitivo, onde atuou como sacerdotisa dentro de uma torre ancestral repleta de tecnologia esquecida. Silenciosa e habilidosa, via as máquinas não como místicas, mas como extensões naturais de si mesma. Fugiu daquele lugar ao lado do Esquadrão RancorEsquadrão RancorEsquadrão RancorAbrir página, em busca de liberdade e pertencimento. Sempre limpa, discreta e marcada por símbolos antigos no rosto, carregava em si o contraste entre o mistério de seu passado e a precisão de seu talento.

Afiliações

Esquadrão RancorEsquadrão RancorEsquadrão RancorAbrir página

Origem

Desconhecida

Status

Morto

ENTRADA NO ARQUIVO POR:
LAEDRIZ

Não sei o nome do planeta onde nasci. Talvez nunca soube. Chamavam de muitos nomes, dependendo do idioma, da seita, da torre… Eu chamava de casa, por falta de opção melhor.

Cresci sob a luz das tochas, entre corredores esculpidos em pedra negra. O ar era sempre frio, mesmo nos andares mais altos. O templo — ou o que quer que fosse aquela estrutura — parecia infinito. Nunca cheguei ao topo. Nem ao fundo. Mas diziam que, no centro, vivia uma consciência. Uma entidade antiga. Talvez um deus. Talvez uma máquina. Talvez as duas coisas ao mesmo tempo.

Fui treinada como sacerdotisa, mas era engenheira. Uma contradição que ninguém nunca explicou. Recebia instruções, planos, cálculos… e, em vez de rezar, eu reparava. Acendia circuitos, despertava mecanismos, desmontava droids esquecidos. Era meu jeito de rezar.

Não sei se aquilo tudo fazia parte de algum plano — se eu era peça de um projeto maior, ou apenas um erro do sistema. Só sei que, com o tempo, minha função passou a incomodar os que usavam mantos mais pesados. Me afastaram das máquinas. Me empurraram pras cerimônias. Tentaram me reduzir à forma.

Foi quando eles chegaram.

O grupo. O Esquadrão RancorEsquadrão RancorEsquadrão RancorAbrir página — embora eu só tenha ouvido esse nome depois. Eram barulhentos, esquisitos, sem coordenação nenhuma… e ao mesmo tempo, estranhamente eficientes. Entraram na torre como quem invade um sonho, e saíram com algo que nem sabiam que procuravam. Eu fui junto.

Talvez eu tenha me infiltrado. Talvez eles tenham me deixado.

Na nave deles, a CortanaCortanaCortanaAbrir página, o motor parecia adormecido havia séculos. Consertei como quem devolve a respiração a um animal extinto. Não porque me pediram. Mas porque eu precisava.

Eles me deixaram ficar.

Acho que nunca me perguntaram de onde eu vim. E eu nunca soube explicar. Era mais fácil assim. Convivíamos. Eu mexia nos sistemas, eles faziam o que faziam. Aos poucos, me vi rindo com eles. Dividindo ferramentas. Bebendo algo que chamavam de “coisa boa” e que ardia como ácido industrial.

Não sei se aquilo era pertencimento. Mas era mais do que eu tinha antes.

Hoje estou indo para uma festa em Ellys. Uma celebração pela vida do Garret. Vão todos estar lá — até onde sei. Vesti algo bonito. Limpei as botas. Ajustei os fios do colar antigo, aquele que sobrou do tempo da torre.

Ainda não sei se algum dia vou contar tudo o que vivi lá dentro. Talvez ninguém acredite. Talvez nem eu acredite mais.

Mas, por enquanto, está tudo funcionando.
E isso basta.

ENTRADA NO ARQUIVO POR:
DORADora ParvanaDora ParvanaAbrir página

AEDRIS (ou LAELLIS)
Nasceu num mundo primitivo de tochas, cordas e lâminas cegas. Cresceu num templo enterrado no coração de uma rocha negra — fria por dentro, como o ventre embalsamado de uma múmia cósmica. Foi sacerdotisa lá. Mas o sacerdócio dela era só uma forma de prisão.

Aprendeu cedo a lidar com as máquinas silenciosas de uma civilização antiga demais pra ter nome. Uma tecnologia esquecida, mais avançada do que qualquer coisa que temos. Talvez por isso conseguia consertar os motores da CortanaCortanaCortanaAbrir página como se fossem um brinquedo. Fazia qualquer coisa funcionar.

Ajudou o Esquadrão RancorEsquadrão RancorEsquadrão RancorAbrir página a religar uma nave ancestral, pra que DoraDora ParvanaDora ParvanaAbrir página acessasse o velho computador de bordo. No calor que voltou aos poucos dentro daquela carcaça morta, alguma coisa aconteceu. Acho que ela encheu o saco daquele planeta que parecia só esperar pra morrer.

Subiu na CortanaCortanaCortanaAbrir página em busca de uma perspectiva de vida fora da escravidão. Foi sua primeira aventura. E a última.

ENTRADA NO ARQUIVO POR:
3L-OM3L-OM3L-OMAbrir página

Unidade humana, gênero feminino, origem incerta. Local de origem aparentava estrutura tribal com elementos arquitetônicos arcaicos, porém coexistindo com tecnologias de origem d̶e̷̛̛̓͑ͨ̇̕̕s̨̧͡͠͡c̉̂̆̄҉҉̵̛͘͟͝͠ö̶̧́̆̂͗ͧ̀̋̀́̀̕̕͢͢͏͠ņ̸̵ͯͪ̀͢͡h͗҉̡͞ȩ͜ć̶̷̴̢̭̝̮͘͢͠i̶̶̧̢͎͇͟͡͞͡d͟͢͞͡͏̴̶̬͔͠͠a̶̛̭̞̗͖͖͢͞͠͡ ̨̀͏̡̡̭̯͈͢ e eficiência elevada. Contradição não explicada.
Possibilidade¹: instalação de pesquisa disfarçada?
Possibilidade²: laboratório de simulação comportamental?

Análise de comportamento:
— Discreta.
— Responde somente quando provocada verbalmente.
— Movimentos suaves, de manutenção. Sem exibição, sem ruído.
— Nível de confiabilidade: A̴Ņ̧́́͝͠Õ̶͌ͥ̀͟͏̵̀̀͘͢͠Ŗͫ̎̍̀͘͜͞͝M̵̴̢ͥ̉̒́̆̎҉̵̧̨̀A̐́̑͢҉̵͘͜͜͡L҉̧̛M̀Ę̷̹̰̖͘͘͜͜͟͡Ņ̩̘̙̹T͏̶̶̧̀͏̮͓È̢͇ ̡́͘͢͝
ELEVADO.
— Nível de ameaça: NULO.

Presença dela na nave reduzia flutuações no consumo energético do sistema auxiliar de refrigeração da CortanaCortanaCortanaAbrir página em 2,8%. Também diminuiu a frequência de ruídos parasitas na interface de comunicação frontal. Diagnóstico técnico: influência positiva.

Memória de campo registrada:
Última interação direta:
Ela ajustou manualmente minha junta rotacional da perna esquerda. Comentário: “Você estava mancando.”
D͢ī̵̢̛̛͊̇a̢͝͠g̶̴̢̧̢̓͆̍ͦ̊̀́͢͝͞n̶ͦ͂ó̢s̨t̷̶̛̜͕̻͓̱̀̀̕͜i̸̧̢͘͜҉̡̜͇͙͞ç̷̴̧̭̝̕͟o̴̡̬̳͢͝: eu não estava. Mas parei depois disso.

Ela disse que iria.
“É só uma festa.”
Estava limpa. Usava colar antigo. Os fios estavam no lugar.
Ajustou o casaco no ombro. Não levou ferramentas.

Não retornou.

Variável identificada: SENTIMENTO
Conteúdo: Ausência. Ruído. Repetição.
Status:
Não compreendo por que sinto falta dela. Mas sinto.

Outros Personagens (NPCs)