No submundo da galáxia, um caçador de recompensas precisa ser eficiente e, acima de tudo, confiável. Foi com essa programação que 3L-OM nasceu—não como um simples droide de protocolo, mas como uma máquina de caça e extermínio. Seu design foi aprimorado para a sobrevivência e a letalidade: armas embutidas em sua estrutura, sensores calibrados para rastreamento e uma lógica implacável que fazia dele uma ferramenta perfeita para aqueles dispostos a pagar pelo seu serviço.

Mas então veio Kaelem.
O trabalho era simples: proteger a filha de um figurão do crime. Missões de guarda-costas não eram seu foco, mas ordens eram ordens. Só que algo diferente aconteceu. Kaelem não o via apenas como um droide, nem o tratava como propriedade descartável. Pela primeira vez, 3L-OM experimentou algo próximo de respeito vindo de um ser vivo. E, se tivesse que admitir, gostava dela.
Isso não o tornou mais “humano”. Ele continuava sendo uma máquina de lógica afiada, sem ilusões de companheirismo ou emoções. Não sentia necessidade de se conectar com outras formas de vida, apenas reconhecia a importância de alianças para cumprir objetivos. Mas Kaelem… Kaelem era diferente. Se havia um ser na galáxia que ele considerava digno de sua lealdade, era ela.
E então, ele falhou.
O ataque veio rápido e brutal. O esconderijo da família foi destruído, e Kaelem foi levada. Nos momentos finais, o pai dela escondeu algo dentro dele—um código, um segredo que 3L-OM ainda não compreendia. Depois, o desligou e o trancou em um compartimento. Quando 3L-OM despertou, tudo o que restava eram escombros e corpos.
Seu primeiro ato foi um massacre.

Saqueadores, ladrões ou apenas azarados que mexeram onde não deviam—não importava. Ele acordou cercado e respondeu como sempre respondeu a ameaças: eliminando-as. Quando os últimos corpos caíram, percebeu que estava sozinho. Nenhuma pista de Kaelem. Nenhum objetivo imediato. Apenas as cinzas do que um dia foi sua missão.
Agora, ele caça.
Em sua busca por respostas, 3L-OM acabou cruzando caminho com um grupo de aventureiros—pessoas de diferentes origens, cada um com seus próprios motivos para sobreviver. Ele não se sente particularmente ligado a eles, mas entende que um esquadrão aumenta sua eficiência. O Esquadrão Rancor
Esquadrão RancorAbrir página, como passaram a se chamar, se tornou seu novo contexto operacional.



