DIÁRIO DE FÉRIAS DO PORKINS

Mano… eu tava meio deprê, tá entendendo? Aquela bad pós-missão: rebelião mó furada, soldo mixuruca, meu… Daí o Biggs falou assim:

“Ô, Piggy, vamo dar um rolê em Irff, planetinha maneiro, vida de rei, cê vai curtir! É bem baratinho porque a economia deles tá meio fragilizada pela crise.”

Falei:

“Ah, vamo, né.”

Chegamos lá todo felizão. Mas, tipo, já começou a zica: a pantorana da recepção disse que tavam arrumando os bangalôs ainda.

Aí a gente largou as malas com ela e resolveu dar um tibum na praia atrás do resort, pra dar aquela relaxada enquanto isso, né?


A praia era bem bonitinha: mar vermelhão, areia verde, nunca tinha visto nada igual… Mas como era perto do centrão, tava mó cheia. Não tinha nem mesa pra sentar no único quiosque que tinha.

A última mesa, adivinha quem pegou?

Um tiozão careca, cara fechada, fumando charutão, com duas novinhas acompanhando ele.
Mó pinta de mafioso.
Tava o tempo todo gritando num comunicador. Achei mó clima estranho.

Aí o Biggs, todo empolgado:

“Não, cara, esquece cadeira! Vamo alugar um jetspeeder e dar umas voltas nas ilhas, vai ser daora!

Falei:

“Fechou, mano.”

Com o Biggs é assim, meu. Se uma coisa deu errado, já parte pra outra.

A gente rodou a praia e achou um quarren doidão alugando o jetspeeder. Eu, todo feliz, paguei o bagulho adiantado…
Quando, de repente, do nada, quem aparece?
As duas minas do mafioso!


Uma, ruivinha cheia das sardinhas no ombro, já chegou pegando no volante. Mano… eu travei.
Tipo, bonita demais. Usando o MENOR biquíni que eu já vi na minha vida. Fiquei até gago.
Mas criei coragem e falei:

“Moça… eu já tava pagando esse jetspeeder aí, né…”

Ela olhou pra minha cara e mandou:

Problema teu, leitão. Vai chorar pro gerente!

PUUUUM!
Deu partida na hora.

A outra — uma ruiva com cara de piloto de cargueiro corelliano — me deu um empurrão e falou:

“Sai da frente, ô barrilzão!”

As desgraçadas ainda jogaram água na minha cara com a turbina!
Fiquei molhado que nem um pato.


Voltei pro quarren e falei:

“Pô, meu… paguei adiantado e tu me faz essa vacilação aí?!”

Ele só respondeu:

“Relaxa… outro turista tá voltando, já já tem outro.”

Mó migué!
Quando eu ia embarcar, vem um moleque aleatório, sobe no jetspeeder e fala:

“Desculpa aí, porca, é urgente!”

Mano… UR-GEN-TE!

Eu só queria quebrar tudo, mas o Biggs, tranquilão, disse:

“Calma, Porkins… vamo pro bar, deve ter cadeira agora.”


Voltamos, e quem tava lá?

O careca mafioso ainda gritando no comunicador.

Do nada, o cara levanta e sai todo apressado.
A gente sentou na mesa dele — finalmente um drink.

Eu ainda tava meio puto, nunca tinha sido tão humilhado na minha vida…
Mas acabei relaxando.


Fim da tarde.
Voltamos pro resort.

Chegando lá… nossa bagagem tinha sumido!

E pior: falaram que duas mulheres pegaram nosso bangalô.

Reclamei na recepção:

“Como assim, mano?! Cês tavam limpando o bangalô pra gente!”

A mina respondeu:

“Ah… foi erro do turno da manhã. A reserva estava no nome delas.”

Eu:

“???”

Mas beleza. Pegamos um quarto normal, sem gracinha.


Madrugada.
Eu acordo com um barulho… parecia o inferno.

Cadê o Biggs? Sumiu.
Vou ver o que tá rolando…

Tinha um luau insano na piscina.
Rodianos, jawas bêbados, gritaria, geral cantando umas músicas que eu não sei como podia todos eles conhecer (cada um é de um setor da galáxia, meu).

Adivinha quem era a DJ?

A ruivinha do jetspeeder.

Fui lá, puto:

“Ô, menina… cê não tá muito folgada não?!”

Ela só mandou um:

Vai se foder” — com o dedo.

Mano, quase quebrei o dedo dela.
Aí, do nada, a amiga dela chegou e me deu um pescoção!
Fiquei zonzo.

Quando vi… quem tava bebendo do lado da caixa de som?

O Biggs.


Fui brigar com ele, mas ele só:

“Relaxa, cara… tamo de férias.”

Aí respirei fundo… peguei um drink.

Falei comigo mesmo:

“Ah… se não pode vencê‑los, junte‑se a eles.”

Num lampejo, vi meu rosto refletido num capacete preto, pronto pra decolar num TIE Fighter.

Balanço a cabeça.
Viro o copo num gole só e concluo:

Frases de efeito não passam de vento estelar.

Diários de Campanha