Perguntar sobre o passado dela é perda de tempo. Isso porque Dora Parvana não gosta de papo de família e tem o hábito de cortar conversas desconfortáveis com olhares e palavras indóceis – e, dependendo de quão chato você é, metendo um código malicioso no seu sistema de navegação só para te ver perdido no hiperespaço. Mesmo assim, em momentos de embriaguez ou de descuido, ela já deixou escapar que seu nome verdadeiro é Clara Fonda.
Clara Fonda era um nome grande, pesado, o tipo de coisa que abre portas e cofres. Ela podia ter ficado na segurança do mundo corporativo, mas resolveu jogar tudo no lixo em nome da liberdade – ou pelo menos em nome da sua visão torta do que é liberdade. Desde então, vive fugindo das implicações dessa decisão.
Ao longo do caminho, fez o que faz de melhor: arrumou inimigos. Irritou as pessoas erradas, contrariou organizações perigosas e, de brinde, conquistou uma fila de caçadores de recompensa ansiosos para pegá-la viva ou morta, tanto faz. A façanha mais impressionante? Junto com 3L-OM
3L-OMAbrir página, entrou para a lista negra do Império Galáctico
Império GalácticoAbrir página quando o próprio Esquadrão Rancor
Esquadrão RancorAbrir página estava completamente fora do radar. Mas que se foda. Dora está sempre um salto de hiper propulsor à frente dos problemas que cria.
Ela não acredita em ideais, bandeiras ou grandes causas. A única coisa que realmente importa é manter a conta bancária cheia e a cabeça no próprio pescoço. No meio disso, deu conta de explorar os recantos mais aconchegantes da tripulação feminina da Cortana
CortanaAbrir página – mas isso é o tipo de história que só se conta em sussurros e só depois da terceira garrafa, quando ninguém mais distingue com clareza verdade e fantasia.
Falando assim, deve parecer que ela já viu e fez de tudo – mas 90% disso é só pose. Ela não é tão porra-louca assim quanto tenta parecer. Quer dizer… talvez só um pouco.





